Refletindo as práticas de humanização na Assistência Hospitalar

Humanizar a assistência hospitalar e tornar o ambiente de trabalho mais agradável para os colaboradores são os objetivos do Hospital dos Plantadores de Cana, HPC, que realizou a Primeira Semana Interna de Humanização. Palestras e treinamentos para todos os colaboradores, além de atividades como ginástica laboral, orientação nutricional e plantões da psicologia foram realizadas em todos os setores do hospital.

Às vezes, o que parece comum pode andar um pouco esquecido em meio à rotina diária como, por exemplo, um “bom dia”, “boa tarde”, “aguarde um instante, que vou te encaminhar à pessoa responsável”. Além disso, existe a realidade, em muitos hospitais, de pacientes que são apenas identificados por números ou leitos, evidenciando diálogos importantes que se perderam com o tempo. Temas como a ”Humanização na Assistência Hospitalar” e seus diversos desdobramentos, “Orientação Nutricional” e “Despertando o amor e a consciência para o Parto Humanizado” foram debatidos entre os colaboradores.

Uma das palestrantes convidadas foi a médica Leda Amar Aquino, representante do Ministério da Saúde. Ela falou que a Humanização implica uma mudança na gestão dos sistemas de saúde e seus serviços. Essa mudança altera o modo como usuários e trabalhadores da área da saúde interagem entre eles. A Humanização na área da saúde tem como um dos seus principais objetivos fornecer um melhor atendimento dos beneficiários e melhores condições para os trabalhadores.

“Em 2003 foi lançado o HumanizaSUS, que representa a Política Nacional de Humanização (PNH), e tem como objetivo melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou a médica. Dra. Leda lembrou, ainda, que uma das propostas é de um trabalho coletivo para que o SUS seja mais acolhedor, mais ágil e mais resolutivo. Além disso, é objetivo melhorar as condições de trabalho e de atendimento.

Já o Consultor do HPC, Alan do Amaral, disse que o projeto atingiu a 100% dos colaboradores. “Precisamos entender que o ser humano deve ser sempre prioridade, apesar dos avanços tecnológicos e do conhecimento. As pessoas passaram a ser identificados por números e os pacientes pelas doenças. Esquecemos que cada paciente é um ser humano que precisa ser respeitado, que vive um contexto amplo, com toda uma história de vida, família, cultura, anseios, hábitos, etc. O 'paciente' pode ser menos passivo e participar mais, pode saber os procedimentos que estão sendo feitos, o medicamento que está sendo usado. O Hospital deve ser um 'organismo social de promoção da saúde'. Tudo isso nos garante perspectivas de melhora”, afirmou Alan que esclareceu, ainda, que o colaborador contou com as oficinas no “Cantinho do Cuidado – cuidando de quem cuida”, promovido pelas psicólogas do HPC.

Já o Diretor Adelsir Barreto afirma que, trabalhando em um ambiente humanizado, é possível prevenir riscos e reduzir erros. “A Humanização é necessária, e é mais uma etapa para nos tornamos referência na qualidade do atendimento em toda a região. É importante, também, para a implantação de projetos fundamentais como a Rede Cegonha e o Hospital Amigo da Criança e da Mulher. Entendemos que estamos caminhando todos juntos”, finalizou.


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